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Muffin, seus amigos e os não tão amigos assim – Parte II

By on julho 14, 2015 in Fan Focus with 0 Comments

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Campinas, Brasil – Salve, torcedor Bleu, Blanc & Rouge!

Em tempos de movimentações no elenco dos Montreal Canadiens, a partida de P.A. Parenteau e de Brandon Prust (quem fará os belos gols de shootout e quem será nosso briguento oficial agora?), esperamos que a chegada de Zack Kassian, a incorporação de Nikita Scherbak e a chegada de Phil Kessel aos Pittsburgh Penguins, que pode abrir as portas para uma negociação envolvendo Evgeni Malkin vindo aos Habs, possam reformar o elenco da melhor forma possível para que, nessa temporada, Carey Price não seja abandonado novamente, e possa levantar a Stanley Cup; se bem que o setor que mais causou drama aos torcedores dos Canadiens, os pares defensivos, ainda não foi reforçado, apenas renovações de contratos dos atuais jogadores, mas ainda há tempo.

O importante é que hoje (com algum tempo de atraso) chega o segundo capítulo de nossa novela:
Muffin, seus amigos e os não tão amigos assim – Hoje em: A pescaria.

No capítulo anterior, uma grande festa ocorria na casa de Muffin, era seu aniversário, sua mãe e sua namorada, Rovs, bebiam muito bloody mary na cozinha de sua casa, enquanto seu pai, o Sr. Eller, saía em desespero em busca de seu filho que, ao contrário do que seu pai pensava, não estava jogando hockey ou brigando com os comensais na praça central da cidade, onde estaria então?
Eram seis horas da manhã quando Sol jogava pedras na janela de Muffin, que, no dia do seu aniversário, um domingo, não tinha interesse algum em sair da cama, mas, contrariado, abriu a imensa janela de madeira de seu quarto, o único que ficava no segundo andar da casa, e bradou um sonoro:
– O que você quer, Sol? Pelo amor de Odin, são seis horas da manhã, está escuro ainda!
Sol deu de ombros e respondeu:
– Você vai descer por bem ou por mal, Muffin?
Muffin reconheceu na face de seu amigo que, se ele não descesse, corria sérios riscos de ser acordado com um balde de água gelada, ou alguma traquinagem por parte do peralta do Sol, disse para Sol que já desceria, mas iria esfolar a cara dele.
Sol gargalhou e comentou consigo mesmo:
– Ah, Muffin… Se você apenas soubesse o que me traz aqui nesse horário, pularia da cama e viria correndo…
Alguns minutos depois, envolto em um sobretudo preto, cabisbaixo como um enlutado, e aos passos de um morto-vivo, Muffin saía furtivamente pela porta lateral da casa, para não acordar ninguém, encontrou Sol e disse:
– É bom que você tenha uma boa justificativa para estar me tirando da cama nessa hora no dia do meu aniversário…
Sol ignorou os ameaçadores dizeres de um ser que sequer teria reflexos para lhe desferir algum golpe, devido ao estado de sono que o fazia se assemelhar a um zumbi, assoviou em uma tríade menor, assinalando para seu primo, Njord, apelidado de Nanquim, devido à uma mecha negra de cabelo que tinha de nascença, que veio com sua caminhonete em velocidade e parou bem em cima dos dois, fazendo os pneus cantarem como a Katy Perry ao vivo.
Sol abriu a porta e conduziu Muffin, que já havia desistido de tentar entender o que se passava, para dentro do carro; a arrancada de Nanquim fez o sonolento Muffin bater a cabeça na janela do carro enquanto colocava o cinto de segurança.
– Ok, Sol. Agora que eu já entrei no “Nanquim-móvel” , e já abri mão das minhas últimas horas de sono antes de minhas tias entrarem no meu quarto me acordando e perguntando como estão as namoradas, você pode me explicar o que está acontecendo?
Sol respondeu com seu assustador olhar entusiástico:
– Nós vamos para o lago, vamos pescar, e você vai aprender a nadar, além de, claro, te salvar da chatisse que será sua festa de aniversário.
– Você avisou alguém disso? Ou se der algo errado estaremos à mercê da sorte? Questionou Muffin já um pouco mais acordado.
– Ah, Muffin… Fazendo 16 anos de idade, já contratado pelo time de hockey da cidade, e ainda não largou a chupeta? O Nanquim tem 21, ele está responsável por nós.
– Mas e a Rovs? Ela vai querer passar o meu dia comigo, e, se eu não der satisfação, a coisa vai ficar feia para o meu lado.
– Muffin, do jeito que ela é desligada, ela vai se ocupar com sua mãe na preparação da festa, e vai esquecer que você existe.
– Ah, Sol… Espero que você saiba muito bem o que está fazendo, a última vez que eu fui na sua onda, eu perdi dois dentes ao cair de cara daquele pinheiro que você me fez subir no inverno passado.
Nanquim, que até ali permanecera calado, decidiu se manifestar:
– Mas você é pior subindo em árvores do que jogando hockey, Muffin, a culpa não foi de Sol!
Sol e Nanquim caíram em gargalhadas enquanto Muffin gaguejava tentando se defender:
– Ma-Ma-Mas, eu só tenho 16, não tenho como jogar tão bem com os seus amigos de 20, Nanquim!
Meia hora depois, Nanquim para o carro e diz:
– Chegamos, Muffin, se prepare para virar um homenzinho!
Os três desembarcaram da caminhonete, abriram a capota, e retiraram as varas, caixas térmicas, e os outros acessórios, e, com muito esforço, retiraram o barco que carregavam. Era costume irem pescar em grandes grupos, e carregar aquela canoa até o lago, com a pouca luz que o nascer do sol fornecia, e em 3 pessoas foi uma exaustiva tarefa.
Preparado para começar a pescaria, Sol deu partida no motor do barco, e começaram a adentrar o lago, que ainda tinha algumas “ilhas” de gelo que não haviam derretido do último inverno, ao parar o barco, serviram-se do café que continha em uma garrafa térmica, e dos pacotes de Cheetos que Sol havia providenciado, um nutritivo café-da-manhã.
Ao prepararem as varas, as iscas e os baldes onde guardariam os peixes, começavam a apostar quem pegaria o maior peixe:
– Hoje é meu aniversário, meu peixe será o maior com certeza..
– Beleza, Muffin, igual no verão passado, não é? – Disse Sol, se referindo ao dia em que ficaram do nascer ao por do sol na pescaria, e tudo que Muffin havia pescado, fora uma jaqueta que, por alguma razão, estava caída no lago.
– Bem lembrado, Sol… Mas acho que o nosso pequeno bolinho está confiante hoje, vamos testar quanto?
– VAMOS! – Respondeu Sol entusiasmado.
– Até as 10 da manhã, quem tiver pego o menor (ou nenhum) peixe, terá que nadar na água gelada, topam ou estão com medinho? – Propôs Nanquim
Quem seria o grande pescador daquela manhã? Teria Muffin que aprender a nadar na marra, ou se livraria pegando um belo peixe?
Descobriremos na semana que vem!
#GoHabsGo

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