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Bem Vindo Michel Therrien!?

By on junho 9, 2012 in All Habs news with 0 Comments

marc bergevin-michel therrien-Habs

CURITIBA, BR – Na ultima Terça Feira, dia 5 de Junho, 2012, o Gerente Geral do Canadiens, Marc Bergevin, anunciou que o novo Treinador Chefe seria, Michel Therrien. O nativo de Montréal, nos últimos dois anos trabalhava de pro scout“  para o Minessotta Wild. Therrien também atuou na organização do Pittsburgh Penguins onde ficou por seis anos. Durou somente 57 jogos como Treinador Chefe dos Penguins na temporada 2008-09, foi substituído por Dan Bylsma, esse levou o Pittsburgh a conquistar a Stanley Cup nessa mesma temporada.

Therrien não é um rosto novo atrás do banco dos Habs, ele já passou sete temporadas como Treinador Chefe do Montréal Canadiens de 2000 a 2003, nesse tempo ele liderou os Canadiens para os playoffs depois de quatro anos fora, alcançando a semifinal da Conferencia Oriental em 2001-02. Em 190 jogos de temporada regular como Treinador Chefe dos Canadiens, ele teve um recorde de 77 vitórias, 77 derrotas e 36 empates.

O estilo de Michel não agrada os fãs do Habs, que esperavam por um treinador que enfatizasse mais o ataque que a defesa. Seu estilo de treinar é “defesa primeiro”, muito exigente com a disciplina e na adesão ao sistema por parte dos jogadores. Conhecido por conseguir desenvolver jovens jogadores em profissionais da NHL, conseguindo assim algumas vitórias. Seu apelido é “o Bulldog”, (nada amigável) e ele mesmo se descreve como intenso. Os jogadores do Habs podem esperar alguns puxões de orelha vindo.

Na conferencia com os jornalistas, na Terça Feira dia 5 de Junho, Bergevin abriu-a explicando que o processo de escolha do novo técnico foi longo e que após muito refletir e conversar com seus adjuntos, tomou a decisão de contratar Michel Therrien, pois para Bergevin, ele possui uma boa liderança e uma boa experiência, em todos os leveis. Completa dizendo que os fãs dos Canadiens merecem o melhor para que a tradição de vitórias continue.

Therrien abre seu discurso com uma piadinha sobre a quantidade de pessoas presentes na sala (ninguém achou engraçado), logo após fala que esse é um momento muito especial para ele, sua família e amigos próximos e que é muito difícil expressar esse sentimento. Reforça que ele vai exigir ética de trabalho, que ele encorajará a equipe para que trabalhe forte, trazendo de volta intensidade, orgulho e disciplina. Para assim garantir aos fãs que quando eles forem até o Bell Centre eles irão torcer para um time que estará trabalhando duro para vencer.

“É um privilégio ser Treinador na Liga Nacional, mas é uma honra ser Treinador do Montréal Canadiens” (Therrien)

Quando os jornalistas perguntaram pra Michel o que ele pensava sobre a temporada passada dos Habs sua resposta foi –“Não gostei do resultado, mas gostei do potencial” Ele continuou elogiando a 1ª linha, Tomas Plekanec que segundo Therrien trás inteligência as jogadas do time. Elogiou também Carey Price, chamando-o de goleiro de elite e falou também de um Markov saudável voltando para a próxima temporada.

Questionado sobre o que mudou da primeira vez que ele treinou o Habs para agora, Therrien respondeu que aos 38 anos as coisas aconteceram muito rápido para ele, que de técnico do juniores ele avançou muito rápido para a liga principal, mas que independente dos resultados ele tem muito orgulho de ter feito o que fez. –“Eu treinei com a paixão, intensidade e conhecimento que eu tinha na época. Eu agora possuo mais experiência, estou mais preparado que estava naquela época e eu não vejo a hora de enfrentar esse desafio.”  – Therrien acredita que ter treinado o Habs antes dá a ele uma grande vantagem, pois ele já tem uma idéia do que esperar. E ele está atento para as cobranças que virão por parte dos fãs após uma temporada desapontadora. Ele reforça que usar a camisa do Habs vem com responsabilidades e algumas coisas não vão ser aceitas, que os fãs terão um time vencedor para torcer.

Sobre seus assistentes, Michel Therrien foi claro em dizer que primeiro ele vai conversar com os seus jogadores e após ele tomará suas decisões referentes a sua equipe. Bergevin, deixa claro que há muito trabalho a ser feito e cita exemplos –“Os Kings terminaram em oitavo lugar e o Devils não chegaram aos playoffs temporada passada.” – deixando claro que as coisas mudam rapidamente na NHL e que um time bem estruturado pode alcançar seus objetivos. Para Marc a meta é melhorar, “chegar nos playoffs é o ideal, pois de lá qualquer coisa é possível.”

Therrien acredita que a adaptação será importante, aos jogadores, ao sistema, a diretoria e brinca que só resta um jogador dá época que ele treinou o Habs, Markov. “Como treinador sei que dois jogadores não funcionam da mesma forma, alguns precisam de tapinhas nas costas outros não, e isso afeta a forma que eles jogam, explica Therrien. –“Eu quero estabelecer ótimas relações com meus jogadores, por que algumas vezes você percebe que foi muito duro com alguns atletas e talvez eles entendam com o passar dos anos que isso foi no melhor interesse deles.”

Sobre ser uma escolha que não agradou muitos os fãs, Therrien rebate – “Eu não ligo muito sobre não ser uma escolha popular, boa parte disso é o jogo da mídia”

Therrien ainda foi questionado sobre seu tempo no Pittsburgh Penguins, onde começou como treinador chefe do time afiliado, Wilkes-Barre/Scranton, antes de ser promovido para o nível da NHL liderando os Penguins para novas alturas de 2005 a 2009. Em 2006-07, na sua segunda temporada atrás do banco dos Penguins, ele foi finalista do Troféu Jack Adams entregue para o Treinador do ano da NHL, liderando o Penguins a 105 pontos e melhorando mais de 47 pontos da temporada anterior. Foi o quarta maior reviravolta de uma temporada para a outra na história da NHL. Em 2007-08 sob a orientação de Therrien, os Penguins mantiveram o mesmo ritmo e ganharam 102 pontos na temporada regular traçando seu caminho até a final da Stanley Cup. O treinador respondeu aos jornalistas que no seu tempo com os Penguins ele teve a oportunidade de trabalhar com um ótimo grupo, com bons atletas onde ele pode ver muita melhora no desenvolvimento deles.

Outras perguntas foram feitas sobre jogadores específicos como PK Subban, o qual Therrien disse que vai ser uma honra treina-lo, pois ele tem potencial para se tornar um líder. Toda conferencia pode ser assistida no vídeo-center dos Habs.

Em resumo, Therrien se mostrou preparado para assumir o posto, goste os fãs ou não. Ele tem um bom histórico em reviravoltas e nesse ponto é isso que os Habs precisam. Nós como fãs acompanhamos o desanimo dos jogadores a medida que a temporada foi passando e um treinador linha dura que consiga levantar a moral nos vestiários pode ser aquilo que o médico receitou. Quando me perguntam; Você gostou do novo técnico? Minha resposta é a seguinte, não vou julga-lo sem dar uma chance. Depois de ver o que o Jacques Martin fez com esse time, sinceramente qualquer coisa é melhor que ele, na minha opinião. Quando Outubro começar eu vou conseguir responder essa pergunta apropriadamente. Senti confiança na coletiva, e acredito que disciplina e trabalho duro são chaves para o sucesso, Sidney Crosby falou a mídia que Therrien é um ótimo técnico e nosso Capitão Gionta já falou que considera Michel um bom treinador, pois foi sempre difícil jogar contra os times que ele comandava.

Therrien está em casa, então há um grande peso nos seus ombros para fazer isso dar certo, para alguém que cresceu em Montréal ele mais que ninguém sabe como o Habs é querido pela cidade e o quanto Hockey é importante para seus moradores. Nesse momento eu só posso dizer: Seja bem vindo Treinador! Boa sorte! Nos faça orgulhosos!

Good Luck Coach!

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Louise (Lou) is a graphic designer who loves; Hockey, photography, music, movies, traveling and her pets. Her passion for hockey started in childhood watching Mighty Ducks (the cartoon), she grew up and her passion about hockey grew too. Researching about the sport she found out about Montreal Canadiens, and it was love at first sight. It took a while for her to watch a game live, but that day finally came at January 6, 2011, Habs vs Penguins. She describes it as one of the best moments of her life. The game against the Penguins was the first of 4 games she went while staying in Montreal. She loves the city, and her favorite place there is Centre Bell. Also she is the proud owner of Puck the Bunny!

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