Bem vindo ao All Hockey Brasil / All Habs Brasil

Até Setembro! – Uma visão geral da temporada 2014-15

By on maio 20, 2015 in Game review with 0 Comments
Jogadores do Montreal Canadiens e Tampa Bay Lightning se cumprimentam após final do jogo 6.

Jogadores do Montreal Canadiens e Tampa Bay Lightning se cumprimentam.

Campinas, BR – Salve, torcedor bleu, blanc & rouge!

É, caro leitor, infelizmente não foi dessa vez. A derrota do último dia 12 marca o fim da temporada 2014-15 dos Montréal Canadiens, e a série contra os Tampa Bay Lightning resume, com relativa precisão, como foi a temporada do time.

No primeiro jogo, deu tudo de si, pois sabia que enfrentava um time para o qual perdeu os quatro jogos da temporada regular, a trave foi o grande vilão do jogo, parou o ataque dos Habs por três vezes no jogo, sendo uma no primeiro overtime; foram necessários dois overtimes para que se desfizesse o empate e, infelizmente, ele se desfez para o lado errado, com um gol claramente irregular (Nikita Kucherov estava offside), os Tampa Bay Lightning venceriam o jogo um em casa.

Assim também foi na temporada, a sorte nunca jogava a favor, nem os erros da  arbitragem, que perseguiram o time na temporada, bem como outras franquias canadenses (pura coincidência).

No segundo, o time entrou dormindo no gelo,  nenhuma intensidade, parecia que passaram a tarde toda em uma churrascaria brasileira, e de lá foram direto jogar, deu vergonha assistir, deixaram o Carey Price sozinho contra o forte ataque dos Bolts. O resultado não podia ser outro, se não o vexaminoso 6-2. Na temporada, várias vezes isso acontecia com o time, em algumas (várias), o Price salvou o jogo, em outras, tomaram lavadas, ou o Dustin Tokarski não deu conta, especialmente nos dez últimos jogos.

Jogo três, provavelmente o jogo mais duro dos playoffs, Ben Bishop estava fazendo defesas impossíveis, assim como Price. A diferença é que o torcedor dos Canadiens já está acostumado a ver o seu camisa 31 roubar alguns pucks que seriam gols certos. Com muito esforço e garra, os Habs conseguiram empatar o jogo, mas, quando todos já levantavam do sofá para buscar uma cerveja na geladeira para tomar durante o intervalo e o overtime, voltaram para a sala e não viram overtime nenhum, no meu caso particular, demorei à entender que o jogo tinha acabado com um gol com menos de três segundos faltando. Volto a citar o azar que atrapalhou muito na temporada, mas, no caso desse gol, contou-se com uma falha técnica que foi MUITO recorrente durante a temporada, e foi também a razão da eliminação para os New York Rangers no ano passado: turnover defensivo, resultado de uma desatenção.

E o quarto jogo foi o típico caso de senso de urgência causado pelo desespero, entraram com “sangue nos olhos” no gelo, Lars Eller e Max Pacioretty jogaram muito, a defesa não vacilou (muito), tacos sempre no chão, atenção nos rebotes, Price participando muito bem, e powerplay ágil. Esse jogo simbolizou o começo da temporada dos Canadiens, que foi muito intensa, com todos os jogadores inteiros, com muito gás e garantindo as vitórias nos dois primeiros períodos do jogo.

No jogo cinco, os Habs entraram adormecidos, jogaram o simples, sem ousadia ou criatividade, e então entrou em ação o monstro abaixo das traves, com mais de trinta defesas garantiu ao time tricolor esperança de, com uma vitória fora de casa, trazer a série de volta para o Canadá no que seria um histórico jogo sete. Não há jogo que represente melhor, como uma média, o que foi a temporada de Montréal. Pouca criatividade, dump&chase, vacilos e turnovers na defesa, atitude extremamente defensiva, e as estrelas individuais de Pacio, P.K. Subban, Eller (supresa positiva da temporada), Alex Galchenyuk e Jeff Petry (a outra surpresa positiva) e, especialmente de Carey Price, no que foi, provavelmente, a melhor temporada de um goleiro da NHL desde Martin Brodeur, brilhando e garantindo a segunda colocação na Conferência Leste da liga.

Então veio o jogo seis, o jogo da eliminação. Os Bolts sabiam que tinham que ganhar aquele jogo em  casa de qualquer maneira, deixar a série voltar à Quebec , depois de três vitórias seguidas dos Habs, seria, praticamente, garantir uma virada em uma série que, com muita sorte, conseguiram fazer chegar a 3-0. O resultado disso foi um time totalmente conciso, um forecheck fulminante, e, para abafar essa chama que surgia nas vielas da cidade canadense, tiveram que bater Price, não foi fácil, mas um tip-in de Kucherov na frente dele faria soar, pela primeira vez, a sirene de gol na cidade da Flórida. Daí em diante, o time dos Canadiens começou a se sentir impotente para virar o jogo, e em dois turnovers horrorosos na zona defensiva, cederam mais dois gols, pararam em Bishop e sua trave, com pouco tempo para o fim, o gol de Max não seria suficiente para evitar a eliminação, que foi sacramentada com o empty-netter dos Bolts que selaria o jogo em 4-1, e a série em  4-2.

Carey Price, goleiro do Montreal Canadiens.

Carey Price, goleiro do Montreal Canadiens.

“Quando o time vence 50 jogos, algo está certo, não se quer mudar isso”, foram as palavras de Carey Price na coletiva de encerramento da temporada.

“Tivemos uma boa temporada, nós gostamos desse grupo, creio que devemos seguir em frente”, foi o resumo de Max Pacioretty.

Pessoalmente, eu discordo parcialmente de Price, o estilo dele de assumir a responsabilidade, e colocar sobre si o peso e a necessidade de melhorar para conquistar a Stanley Cup não condiz muito com a realidade. A verdade é que o camisa 31 carregou o time nas costas em boa parte dos jogos, fez, basicamente, o máximo que um goleiro pode fazer pelo seu time; lógico que um homem sóbrio e dentro de si como Carey Price jamais diria a frase “carreguei o time nas costas e, por esse motivo, ganhamos 50 jogos, mas, se quisermos ganhar a Taça, os homens têm que me proteger melhor, e serem mais criativos do que o manjado dump&chase”, apesar dessa ser bem mais realista do que a dita por ele.

Nesse caso, cabe a nós torcedores dizer: tem que mudar sim! O time tem que garantir seus resultados, especialmente em playoffs, com criatividade, força e garra, com o taco sempre no chão para pegar um rebote ou um one-timer no slot, sem preguiça, com disciplina (chega de passar quase 15 minutos por jogo em penalty kill!), tem que agredir no powerplay, que nessa temporada foi patético, tem que levantar a cabeça na zona neutra e buscar uma opção de passe ou uma acelerada para cruzar a linha azul antes de simplesmente abaixar a cabeça, jogar o disco para trás do gol adversário e ir brigar pela posse, tem que ter responsabilidade no campo de defesa, é inaceitável errar passes bobos como erraram nesses últimos dois anos.

Apesar de todos esses pontos negativos, contrariando todas as noções de feedback, encerro o texto ressaltando os positivos:

O time é muito unido, e quando dá 100% de si, é praticamente imbatível; a mistura da experiência e sobriedade de atletas como Price, Andrei Markov, David Desharnais, etc… com a juventude, a insanidade e energia de Subban, Galchenyuk, Jacob De la Rose, Eller, etc… forma um time muito conciso, e apresenta um potencial incrível, se bem geridos, matéria na qual, ao meu ver, Michael Terrien deixou à desejar e, levando em conta que já foi anunciado que ele fica, esperamos que haja uma mudança na postura dele, que seja mais enérgico, e saiba comandar o tremendo potencial que ele tem à disposição.

No próximo texto, vou colocar as minhas sugestões sobre o que deve ser feito em relação à mudanças no plantel, levando em conta os waivers e prováveis não-renovações dos outros clubes.

Dito isso, reitero o que disse no ano passado, após a eliminação para os Rangers:

Carey Price ainda erguerá a Stanley Cup, e com os Canadiens!

#GoHabsGo

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

Foto de perfil de Henry Pardazs

About the Author

About the Author: .

Subscribe

If you enjoyed this article, subscribe now to receive more just like it.

Post a Comment

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

 

Top
Skip to toolbar