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Até A Próxima E Obrigada Por Tudo

By on abril 13, 2012 in All Habs news with 0 Comments

Escrito por Rovena, AllHabs.net

Vitória, BR – Mais uma temporada chegou ao fim. Dessa vez, mais cedo que do que esperávamos. Já era fato que tanto os jogadores do Canadiens quanto os torcedores estavam cansados de todo o azar que tomou conta do time durante esse temporada de 2011-2012.

Eu poderia escrever que estou extremamente decepcionada com eles, mas a verdade é que não estou. Nem um pouco. Erros acontecem e todos nós temos altos a baixos. É mais do que normal esperar que um grupo de pessoas completamente diferentes não estejam em perfeita sintonia.

Não vou mentir que em determinados momentos tive vontade de largar tudo e deixar um pouco o Canadiens de lado. Mas não por decepção. Eu estava frustrada com um time com imenso potencial. Frustrada porque esse time não conseguia enxergar tudo o que eu conseguia. Se para mim – e milhares de torcedores – era óbvio, por que para eles não era?

Em todo início de temporada de hockey, ficamos alegres e mal podemos esperar para ver o nosso time do coração entrar no gelo e jogar de uma maneira que só eles sabem. Queríamos ver as comemorações exageradas, os jogos entre os grandes rivais. Queríamos novos motivos para odiar tanto certos times. Porém, em 2011, eu só queria o meu time de volta. Não desejei por um segundo que ele chegasse nos playoffs. Só queria o meu esporte e time favorito voltasse para a minha vida.

Minha offseason passada foi bem ruim. Do nada, meu mundo desabou e minha opção foi recorrer às coisas e pessoas que me faziam bem. Entre elas, estava o hockey. Comecei a contar ansiosamente todos os dias até o primeiro jogo da pré-temporada. E quando ele chegou, eu mal podia acreditar que finalmente teria uma salvação, uma alternativa de me refugiar de tudo aquilo que me perseguia.

Infelizmente, esses problemas me acompanharam por vários meses, e por várias vezes tive que deixar o hockey de lado. Eu ficava com aquele pensamento de estou deixando o Canadiens de lado quando ele esteve do meu lado. – mas fiquem sabendo que quando eu não assistia os jogos eles ganhavam, então acho que ajudei um pouco.

Ainda sim, pude presenciar momentos e comportamentos que me marcaram e acrescentaram muito à minha vida. O lema deles para essa temporada não poderia ser melhor: Rise Together. Foi o que eu fiz, me levantei com a ajuda deles.

Um desses momentos foi a volta de Max Pacioretty. Depois daquele acidente com o capitão do Boston Bruins, Zdeno Chara, que é que esperava que ele fosse voltar para o gelo? E quem é que esperava que ele pudesse voltar ainda na temporada seguinte ao acidente? Lágrimas escorriam pelo meu rosto toda vez que via Max jogar. Ele se desenvolveu em um dos melhores jogadores do time, fez gols incríveis e definitivamente nos deu muita alegria. Eu não estou mentindo quando digo que ele é meu herói. Se ele conseguiu se recuperar de algo que quase tirou a sua vida, todos nós podemos enfrentar os nossos problemas de peito aberto.

Pude também acompanhar o crescimento e amadurecimento de um dos meus jogadores favoritos, Lars Eller. Lembro-me de ter criado um carinho especial por Eller assim que ele entrou no time com a troca que enviou Jaroslav Halak para o St. Louis Blues. Em sua primeira temporada com o Canadiens, ele já se mostrou capaz de grandes acontecimentos, mas foi durante essa que ele realmente mostrou quem é. Claro, ele ainda comente faltas que podem ser facilmente evitadas, mas para um garoto de 22 anos, Eller já se mostrou extremamente responsável e é um dos meus maiores orgulhos do time.

Por outro lado, vimos vários jogadores indo embora. Um deles se foi sem ao menos se despedir de seus colegas. O outro me fez derramas lágrimas, apesar de nunca imaginar que isso poderia acontecer.

Ganhamos a quarta geração de uma família de jogadores de hockey. Espero que possamos ver muito mais de Blake Geoffrion. Com mais um pouco de prática, ele pode ter tudo aquilo que seus antepassados tinham.

Por fim, se eu tivesse que agradecer à uma pessoa em especial, essa pessoa seria ninguém menos que Carey Price. Não acho que ele é o melhor goleiro da liga só porque carregou o time nas costas ou porque foi um dos únicos que se importou quando ninguém mais acreditava no que eles eram capazes de alcançar. Para mim, ele é o melhor pela pessoa que é. Carey é dedicado, responsável, amigo e sabe diferenciar ofensas bestas de jogo daquelas que realmente importam. Ele me mostrou que é possível acreditar naquilo que todos acham impossível.

Sempre disse que eu tinha uma conexão muito forte com o Canadiens e que sempre que estava triste, eles não davam o melhor. Quando eu estava feliz, tinham os melhores jogos da temporada. Acredito que isso pode acontecido durante essa temporada. O destino nos colocou em um furacão de acontecimentos tristes e felizes, mas não existe nenhum outro time no mundo que eu gostaria de ter compartilhado isso com. Aprendi muito com cada jogador e com o time como um tudo. Sei que eles aprenderam e sei que vocês também.

Só nos resta esperar pela temporada 2012-2013 e que comece tudo de novo, dessa vez preparados, mais do que nunca, para enfrentar qualquer tipo de obstáculo que apareça na nossa frente.

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Rovena é brasileira e carrega Montréal e o Canadiens no coração desde os nove anos. Abriu mão do seu sono para acompanhar todos os jogos ao vivo. Não vê a hora de voltar e finalmente assistir a um jogo no Centre Bell. Ainda hoje confunde as línguas.

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